Se chegou até aqui, é possível que já tenha feito esta pesquisa várias vezes. Talvez porque sente que há algo diferente nas suas pernas. Talvez porque alguém lhe falou em lipedema. Ou talvez porque, durante anos, ouviu frases como: “é só gordura”, “basta emagrecer” ou “são pernas de família”. É natural que tenha dúvidas e até algum receio em marcar uma consulta sem saber exatamente o que esperar.
A Fisioterapia Dermatofuncional especializada em Lipedema é a área da saúde que avalia e trata as alterações do tecido adiposo e linfático, devolvendo a mobilidade e o alívio da dor às pacientes.
O que se faz numa consulta de Fisioterapia Dermatofuncional para Lipedema?
A boa notícia é que uma avaliação de fisioterapia dermatofuncional não começa por olhar apenas para o volume das pernas. Começa por ouvir a sua história. O primeiro passo é compreender o que tem sentido.
Cada pessoa vive o lipedema de forma diferente. Por isso, antes de qualquer avaliação física, procuramos compreender quando surgiram os sintomas, como evoluíram ao longo do tempo e de que forma afetam a sua qualidade de vida.
Nesta conversa, abordamos aspetos como:
• Quando começou a notar alterações nas pernas;
• Se existe dor ou sensibilidade ao toque;
• Se sente peso ou cansaço nas pernas;
• Se surgem hematomas com facilidade;
• Se houve alterações hormonais, gravidezes ou antecedentes familiares;
• Como estes sintomas interferem no seu dia a dia.
Mais do que recolher informação, este é um momento para a ouvir, sem julgamentos e sem desvalorizar aquilo que sente.
Como é feita a avaliação física do Lipedema?
Depois observamos aquilo que o corpo nos mostra. Segue-se a avaliação física, realizada de forma cuidadosa e sem procedimentos invasivos. Observamos diferentes aspetos que ajudam a distinguir o lipedema de outras condições, como o linfedema, a celulite ou a gordura localizada, entre eles:
• O padrão de distribuição da gordura;
• A presença de edema (inchaço);
• A dor à palpação;
• A facilidade em desenvolver hematomas;
• O envolvimento ou não dos pés;
• A textura e a mobilidade dos tecidos.
Nenhum destes sinais, por si só, permite confirmar um diagnóstico. É o conjunto da história clínica, dos sintomas e da avaliação física que nos permite compreender o que está na origem das suas queixas.
Durante esta avaliação é frequente ouvirmos relatos semelhantes: pernas pesadas ao final do dia, dor ao toque, hematomas sem motivo aparente ou a sensação de que o tronco emagrece, mas as pernas permanecem praticamente iguais. Estes sinais, quando analisados em conjunto, ajudam-nos a perceber se poderão estar relacionados com lipedema ou com outra condição.
O que acontece depois da avaliação?
Nem todas as pessoas que chegam à consulta têm lipedema. E isso também faz parte de uma avaliação rigorosa: perceber se os sintomas são compatíveis com esta condição ou se apontam para outra situação clínica.
Quando o diagnóstico é compatível com lipedema, é elaborado um plano de intervenção individualizado, adaptado às necessidades de cada pessoa e ao estádio da doença. O objetivo passa por reduzir a dor, aliviar a sensação de peso, melhorar a funcionalidade e contribuir para uma melhor qualidade de vida.
O primeiro passo é compreender o que o seu corpo lhe está a tentar dizer
Se se identificou com vários dos sinais descritos ao longo deste artigo, isso não significa necessariamente que tenha lipedema. Significa apenas que vale a pena procurar uma avaliação especializada.
Receber um diagnóstico correto é muitas vezes o momento em que tudo começa a fazer sentido. Permite compreender a origem dos sintomas, evitar tratamentos inadequados e iniciar um plano de tratamento ajustado às suas necessidades.
Na Clínica Cuidart, em Paredes, acreditamos que cuidar começa por ouvir. É por isso que cada avaliação é realizada de forma individualizada, com tempo, rigor clínico e atenção à história de cada pessoa.
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Fisioterapeuta Silvia Nogueira, especializada em Fisioterapia Dermatofuncional na Clínica Cuidar’t, Paredes